"Multiplica os teus olhos para verem mais.
Multiplica os teus abraços para semeares tudo."
Cecília Meireles

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Maria de Rezende Costa

História da patrona da nossa Escola

A Escola Municipal Maria de Rezende Costa recebeu este nome em homenagem a uma grande educadora, a senhora Maria de Rezende Costa, chamada carinhosamente por seus familiares e amigos de Marocas.

Marocas era filha do Desembargador João Emílio de Rezende Costa e de Dona Urbana Loureiro de Rezende Costa. Era uma legítima descendente dos Rezende Costa da Inconfidência Mineira; seu pai era bisneto do Conselheiro José Rezende Costa, companheiro de Tiradentes.

Ela nasceu no dia 21 fevereiro de 1885 e cursou o primário em Ouro Preto, antiga Capital de Minas Gerais.

Em 1897, quando a Capital foi transferida para Belo Horizonte, Marocas estava com 12 anos de idade. Seu pai foi um dos que opinou sobre o local a ser escolhido para a nova Capital. Nesta época, a família veio morar na rua Pernambuco, 880. Hoje, atual Colégio Santo Antônio, no bairro Funcionários.

Marocas continuou seus estudos em casa, com professores particulares e prestou exames no Ginásio Estadual, com inteligência e grande responsabilidade, sempre obteve as melhores notas.

Começou a lecionar muito cedo, antes de completar 18 anos de idade já era professora do Colégio Isabela Hendrix. Em uma visita a esta escola, o Secretário de Instrução Pública de Minas Gerais, Dr. Carvalho de Brito, assistiu a uma das aulas de matemática ministrada por Marocas e ficou bastante impressionado com a didática da professora. Em 05 de janeiro de 1907, o Secretário nomeou Marocas para o Primeiro Grupo Escolar da Capital, o Barão do Rio Branco. Marocas lecionou neste grupo durante 7 anos.

Em janeiro de 1914 foi nomeada diretora do Grupo Escolar Bernardo Monteiro, no bairro Calafate.

Devido ao seu excelente trabalho, Marocas foi convidada para dirigir o Grupo Escolar Barão de Macaúbas, no bairro Floresta. Ela se tornou a primeira diretora do Barão de Macaúbas em 7 de julho de 1921. Permaneceu nesta instituição até a sua aposentadoria.

As pessoas que acompanhavam o trabalho da professora diziam que Dona Marocas educava o bairro inteiro, através de reuniões e entrevistas com pais e alunos orientando-os e transmitindo-lhes noções de higiene, educação etc. Isto não era comum naquela época.

A diretora e professora era muito enérgica, exigia muita disciplina dos alunos e servidores que trabalhavam com ela. Entretanto, sabia dosar a autoridade com uma grande compreensão dos problemas alheios. Era uma pessoa bondosa. Fazia da escola uma parte do lar, acolhedora e amiga.

Nunca se casou, apesar de não lhe faltarem pretendentes. Ao se aposentar, em 30 de dezembro de 1938, recebeu uma carta do Chefe do Departamento de Educação, o Dr. Eliseu Laborne Vale:

"Ao ensejo da publicação do ato em virtude do qual fostes aposentada do cargo de diretora do Grupo Escolar Barão de Macaúbas, desta Capital, é de justiça que se faça especial menção aos serviços excepcionais que prestastes, durante longos anos, à causa educacional em Minas, sendo a vossa vida um exemplo brilhante de amor ao ensino e de bem entendido patriotismo. Podeis guardar a certeza de que vosso nome permanecerá na lembrança das gerações que receberam as luzes do vosso espírito esclarecido e nunca será esquecido por quantos sabem o que é uma grande educadora."

Maria de Rezende Costa, Dona Marocas, faleceu no dia 12 de junho de 1954, em Belo Horizonte.

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