"Multiplica os teus olhos para verem mais.
Multiplica os teus abraços para semeares tudo."
Cecília Meireles

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Belo Horizonte Bem Querer: um olhar além da cidade planejada - Lançamento do livro de Isnar Pereira da Fonseca Filho

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O autor de Belo Horizonte Bem Querer,  Isnar Pereira da Fonseca Filho, é  graduado em Letras e Filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais, Mestre em Letras: Estudos Literários pela mesma universidade. É professor universitário e atua também como auxiliar de biblioteca na Prefeitura Municipal de Belo Horizonte.

“Em outros tempos, pensar a respeito das cidades e de suas contradições era como ficar horas a fio analisando fatos históricos, grandes personagens e seus feitos heroicos. Significava voltar o olhar para o que se convencionou chamar de história oficial ou dos vencedores. Nessa perspectiva, eram imprescindíveis os estudos de historiadores, cronistas, entre outros.

Henriqueta Lisboa, em Belo Horizonte Bem Querer, rompe com esse modo engessado de refletir sobre a cidade, apresentando um poema capaz de trazer à tona não apenas as maravilhas e encantos da capital de Minas, mas também a teia de contradições aí presente. No olhar da poeta, Belo Horizonte, à semelhança de outras cidades, é ser total de carne e osso, que fala a partir da voz de criaturas insatisfeitas e imperfeitas.

BELO HORIZONTE BEM QUERER: UM OLHAR ALÉM DA CIDADE PLANEJADA apresenta uma leitura possível, engendrada a partir da análise das imagens que compõem a geografia sentimental do referido poema. Em outros termos, o livro demonstra como de espaço desabitado, ou de ponto de alfinete, os versos de Henriqueta apontam para uma cidade, que se transformou em estrela, ou em menina dos olhos dos construtores, passando por cima da história e da memória de seus antigos e nada ilustres habitantes.

Este livro revela não apenas o bem querer de uma poeta à cidade que a acolheu, chamada de aroma predileto ou paina do travesseiro. Ele traz à tona o olhar desconstrutor contido nas entrelinhas do poema, que vai além das aparências, revelando a expressão múltipla do ser citadino, semelhante a uma orquestra sinfônica com ásperas dissonâncias. ”

Fonte: Editora Appris

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